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terça-feira, 24 de abril de 2012

1º de Maio: As lutas são permanentes

“A cada Primeiro de Maio nós comemoramos avanços sociais, econômicos e históricos. Mas nem por isso nos deixamos iludir que podemos descansar tranquilos. Estamos, sempre, numa batalha árdua por mais salários e melhores condições de vida, dentro e fora da fábrica e dos locais em que trabalhamos.

Porque desde o ano de 1886, quando houve o massacre de trabalhadores e trabalhadoras em Chicago, que reivindicavam melhores condições de trabalho e a redução de 13 horas para 8 horas diárias, a classe trabalhadora sempre se manteve em alerta buscando melhorias continuadas.
Agora, com o estágio moderno do sistema capitalista, que tenta a todo custo nos manipular para manter e ampliar seus ganhos, especialmente depois da mais recente crise financeira, cabe a nós, lideranças da classe trabalhadora registrar nossa história de lutas e nos preparar para avançar.
Participamos de todas as grandes batalhas de modernização do Brasil, desde o voto feminino em 1932, passando pelas lutas históricas em favor do salário mínimo que foi confirmado no dia primeiro de maio de 1940, que deveria suprir as necessidades básicas de uma família (moradia, alimentação, saúde, vestuário, educação e lazer) e que até hoje é defasado.
De vitória em vitória, temos em nossa agenda a mobilização nacional na campanha ‘O Petróleo é nosso’, o enfrentamento com o regime militar e a organização e apoio ao Movimento Contra a Carestia, a Anistia e as Diretas Já.
Mais : em 2002, elegemos o primeiro presidente operário no Brasil e inauguramos a época do pleno emprego no País. E, de quebra, conseguimos eleger Dilma Rousseff, a primeira mulher para a Presidência da República.
Melhoramos muito nossas vidas, mas a luta é permanente. E nesse período de democratização do Brasil, aproveitamos Lula na Presidência e conseguimos o reconhecimento das Centrais Sindicais.
E são essas centrais unidas em favor do Brasil, tendo a Força Sindical como uma das principais articuladoras das nossas principais bandeiras, que mobilizam para que tenhamos a cada ano um Primeiro de Maio de reflexão e de muita avaliação estratégica das lutas. E mais do que isso, participe, você, sua família, seus amigos e vizinhos. O Brasil de luta corre em nossas veias. E quando nos unimos nas comemorações do Primeiro de Maio, os patrões, os políticos e as elites reconhecem nossa força e nos respeitam”.

Cícero Martinha, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Santo André e Mauá

Paulo Pereira da Silva – O Paulinho da Força – Presidente da Força Sindical.