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quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Nos último 1000 anos esses foram os Papas que renunciaram: Bento IX no ano de 1045, Gregório VI em 1046, diga-se de passagem este teve que sair após comprar os direitos ao pontificado vendido por aquele último, que se casara.Saiu após o mesmo se separar da mulher e voltar atrás reindicando o trono de São Pedro que ele entendia dele por direito. Outro que renunciou foi Celestino V o Papa que decretou que todos os Papas tem o direito de renunciar. O fez. Virou ermitão e foi preso e trancafiado em um castelo na Italia por seu sucessor onde veio a morrer 10 meses após o fato. O último Papa que renunciou, antes de Bento XVI, foi Gregório XII, que assim agindo pensava por um fim ao cisma que ameçava a igreja católica. Não deu certo e o catolicismo rachou nas disputas teológicas entre os anos de 1378 e 1417.
Acompanhei hoje pela manhã a cobertura via internet e televisão da renúncia de Bento XVI. Alguns amigos evangélicos não entenderam como um livre pensador que postula o ecumenismo pode se interesar tanto pela renúncia do lider maior da igreja católica. Simples, como  homem do meu tempo, mais, um professor e comunicólogo sou sensivel a um fato de grandes dimensões. Embora a muitos pareça prosaico. Não é. Bento XVI é, ou era, o lider maior de uma das três maiores religiões do planeta. Sua renúncia pode ser o prenúncio, não afirmo que seja, mas pode, de tempos muito conturbados para uma humanidade que se debate entre os rumos que deve seguir a partir desse novo milênio.
Ademais renuncias de Papas sempre ocorreram em situações de crise e  total solapamento da fé. E a fé é o que mantêm a sociedade de pé.
Para todos que de alguma forma acreditam que exista um Deus a nos guiar e que vela pela humanidade a renúncia do sumo pontificie do catolicismo é um hiato, um fato histórico. Nossa geração que viu uma virada de milênio e ficou frente à  frente com a possibilidade de guerras com armas tão letais como a bomba atômica e outras de maior calibre, que se quer temos noticias que existam, um fato que só teve  correospondencia a cerca de 600 anos atrás é, no minimo, um momento de grande relevo histórico.
Sem querer dar um ar apocaliptico a minhas palavras, espero mesmo que tal gesto represente apenas o ato de um religioso que prima por seguir os preceitos da sua consciência e que aquele que vira após ele cotinue o trabalho que a igreja católica, assim como qualquer instituição religiosa que se preze, se propoem a fazer que é trazer alento e paz a um mundo há muito tão conturbado.


Armando Barreto - Publisher do jornal e blog Novas Cidades.

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