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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

A violência nossa de cada dia.

     Tenho me batido neste espaço a muito tempo por uma segurança mais efetiva na cidade de São Paulo e região, pois entendo que um dos orçamentos mais ricos do país não pode se debater com assassinatos e uma insegurança que grassa cada vez mais em nosso meio. Nós, mídia, temos nossa parcela de culpa ao banalizarmos atos que incentivam a pratica da agressão muitas vezes mascaradas sobre uma forma mais amena como o esporte, haja visto a febre das lutas extrememente violentas e que movimentam grande audiência como os vales tudo da vida e assim por diante. Senão é assim então vejamos:
Logo pela manhã ao ligarmos a televisão no primeiro telejornal do dia a noticia: Policial persegue ladrão e ao atirar para cima para intimidar o miliante atinge um morador do bairro que falava ao celular na janela de sua casa. Em outra feita um segurança de escolta discute com um transeute e dispara uma escopeta que atinge uma menina de 11 anos que havia ido a padaria comprar pão e biscoitos. Então nos perguntamos o que esta acontecendo?
Não são apenas motoqueiros a serviço do crime que nos pôem em perigo. Também aqueles que deveriam nos proteger não o fazem por incompetência, despreparo ou ignorância e a população ainda acalenta, pela TVs da vida, lutas e esporte que nos dizem que a violência e tolerável, desde que com algum próposito, no caso grandes bilheterias e aundiências.
A conclusão é simples: Tempos díficieis e uma mentalidade conduzida por interesses particulares nos levam a uma passividade diante dessa violência que rejeitamos mas que ao mesmo tempo diante da tela, seja para um filme de Stallone ou outro brutamontes neandertalesco, seja para vermos as noticias de assassinatos gratuitos ou mesmo para assistirmos uns campeões sei lá do que se esbofetearem dentro de uma arena enquanto alguns ganham fábulas, ja fazem parte do nosso dia a dia. A coisa só muda quando os atingidos somos nós ou alguém de nossa família, ai há choradeira e ranger de dentes. A violência, no entanto deve ser rejeitada em todas as suas expressões se não for assim não temos do que nos queixar e a tão propolada segurança nunca passara de mais um mercado no qual alguns ganham muito e muitos só ganham a satisfação de um instinto móbido até que a vítima sejamos nós mesmos.

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